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LIÇÃO 7 - O SACERDÓCIO ETERNO DE CRISTO
1º TRIMESTRE DE 2008
TEMA: JESUS CRISTO, Verdadeiro Homem, Verdadeiro DEUS.
Lições Bíblicas CPAD, Jovens e Adultos - 2008
Comentários: Pr. Esequias Soares.
Consultor Doutrinário e Teológico: Pr. Antônio
Gilberto.
Complementos - ajuda aos estudantes e professores:
Ev.
Henrique.
QUESTIONÁRIO
TEXTO ÁUREO
"Jurou o SENHOR e não se arrependerá: Tu
és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque"
(Sl 110.4).
VERDADE PRÁTICA
CRISTO é sumo sacerdote eterno. Seu sacerdócio e
sacrifício são perfeitos, por isso, pode salvar perfeitamente os que por Ele
se chegam a DEUS.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Hebreus 7.11, 20-28.
11 De sorte que, se a perfeição fosse pelo
sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade
havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de
Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?
20 E, visto como não é sem prestar juramento
(porque certamente aqueles, sem juramento, foram feitos sacerdotes, 21 mas
este, com juramento, por aquele que lhe disse: Jurou o Senhor e não se
arrependerá: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.);
22 de tanto melhor concerto JESUS foi feito fiador. 23 E, na verdade, aqueles
foram feitos sacerdotes em grande número, porque, pela morte, foram impedidos
de permanecer; 24 mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio
perpétuo. 25 Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se
chegam a DEUS, vivendo sempre para interceder por eles. 26 Porque nos convinha
tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito
mais sublime do que os céus, 27 que não necessitasse, como os sumos
sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios,
primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso
fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo. 28 Porque a lei constitui sumos
sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da
lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre.
INTERAÇÃO
Professor, esta lição trata de um dos grandes
temas da Cristologia e da Hermenêutica Bíblica: a relação tipológica
entre o sacerdócio de Melquisedeque e o de CRISTO. A Tipologia é o ramo da
interpretação bíblica que investiga a relação entre pessoas, eventos e
objetos do Antigo Testamento com o Senhor JESUS CRISTO (Rm
5.14; 1 Co 10.6,11; Hb 8.5; 9.24; 10.1). Assim, Melquisedeque é tipo de
CRISTO, e CRISTO seu antítipo. Em Hb 7.3
está escrito que Melquisedeque foi "feito semelhante ao Filho de
DEUS", isto é, o antítipo, CRISTO, já existia, mas o tipo
(Melquisedeque) o representou. O antítipo é superior ao tipo, como JESUS é
superior a Melquisedeque, pois este é a sombra daquele que é a realidade (Hb
9.24).
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, no estudo dos tipos bíblicos
destacam-se três elementos: o tipo, o antítipo e a tipologia. O tipo é a
figura que representa o antítipo, enquanto a tipologia é o estudo da
relação entre o tipo e o antítipo. Portanto, Melquisedeque é tipo de
CRISTO; JESUS é antítipo de Melquisedeque, e a relação comparativa entre
ambos é chamada de tipologia.
Recomendamos que o prezado mestre leia as páginas
226 a 236 do livro Hermenêutica Fácil e Descomplicada (CPAD), a fim de
pesquisar as técnicas de interpretação dos tipos bíblicos. DEUS
o abençoe!
I- A TRANSITORIEDADE DA ORDEM DE ARÃO
CRISTO, SUMO SACERDOTE SUPERIOR A ARÃO
O sacerdócio de CRISTO é infinitamente superior
ao de Arão, por ser divino, eterno e por todos os salvos.
HEBREUS 5.1-10
1 Porque todo sumo sacerdote, tomado dentre os homens, é constituído a favor
dos homens nas coisas concernentes a DEUS, para que ofereça dons e
sacrifícios pelos pecados, 2 e possa compadecer-se ternamente dos ignorantes
e errados, pois também ele mesmo está rodeado de fraqueza. 3 E, por esta
causa, deve ele, tanto pelo povo como também por si mesmo, fazer oferta
pelos pecados. 4 E ninguém toma para si essa honra, senão o que é chamado
por DEUS, como Arão. 5 Assim, também CRISTO não se glorificou a si mesmo,
para se fazer sumo sacerdote, mas glorificou aquele que lhe disse: Tu és
meu Filho, hoje te gerei. 6 Como também diz noutro lugar: Tu és sacerdote
eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.7 O qual, nos dias da sua
carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o
podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. 8 Ainda que era
Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. 9 E, sendo ele
consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe
obedecem,10 chamado por DEUS sumo sacerdote, Segundo a ordem de
Melquisedeque.
Utilizando o método de comparação, com a
finalidade de exaltar o Filho de DEUS, o escritor destaca no presente texto
a superioridade do sacerdócio de CRISTO. O trabalho sacerdotal no Antigo
Testamento não era puramente humano, mas um ministério de intercessão
instituído por DEUS em favor dos homens. O Eterno determinara, de antemão,
que os sacerdotes viessem da família de Arão, prefigurando o surgimento de
CRISTO como o verdadeiro Sumo Sacerdote; aquele que se ofereceria como
oferta pelos pecados de toda a humanidade. Dentre outros, sua superioridade
é aqui destacada no fato de Ele não se exaltar, mas glorificar aquele que
disse: “Tu és meu Filho, hoje te gerei”. O Filho de DEUS viveu entre nós sem
pecado, aprendeu pela obediência e trouxe-nos eterna salvação.
Os sumos sacerdotes do Antigo Testamento, apesar de serem santos, eram
limitados e imperfeitos. Arão, por exemplo, ainda que grandemente honrado ao
ser separado para o ofício de sumo sacerdote, cometeu uma falha indecorosa:
levantou um ídolo em forma de bezerro de ouro e levou o povo a pecar. Mas
CRISTO, nosso Sumo Sacerdote, é superior a Arão, não somente por sua
infalibilidade e perfeição, mas porque cumpriu cabalmente o plano divino de
redenção de toda a humanidade.
O SUMO SACERDOTE DO ANTIGO TESTAMENTO
1. Características básicas (v.1).
a) “Tomado dentre os homens”. O sumo sacerdote na Antiga Aliança era uma
pessoa comum que, apesar de separada por DEUS, levava para o sacerdócio suas
virtudes e defeitos. Ele não era tomado dentre anjos ou espíritos, mas
“dentre os homens”. E essa é uma característica muito importante.
b) “Constituído a favor dos homens”. O sumo
sacerdote não era eleito pelos seus pares, nem pelo povo em geral. Sua
investidura no cargo era por nomeação direta da parte de DEUS.
c) “Nas coisas concernentes a DEUS”. O sacerdote falava e agia em nome de
DEUS, no que concernia à sua expressa vontade. Por outro lado, ouvia os
homens e intercedia por eles diante do Altíssimo. Em tudo, a missão
sacerdotal era cuidar dos interesses de DEUS em relação ao povo e os do povo
em relação a DEUS. Era um
mediador, um representante do Eterno.
2. Funções primordiais. De modo geral as
principais funções do sumo sacerdote eram ensinar a lei de DEUS e interceder
pelo povo.
a) Oferecer dons e sacrifícios pelos pecados (v.1b). Na Antiga Aliança os
oferentes não podiam dirigir-se diretamente a DEUS. Traziam suas dádivas e
ofertas e as apresentavam ao sacerdote. Segundo estudiosos do Antigo
Testamento, os dons eram ofertas de cereais e os sacrifícios eram “ofertas
de sangue”. No Novo
Testamento, JESUS , nosso Sumo Sacerdote quanto a nossa salvação, é tanto o
oferente como a própria oferta vicária: “ofereceu-se a si mesmo [por nós] a
DEUS”.
b) “Compadecer-se ternamente dos ignorantes e errados” (v.2). O sumo
sacerdote deveria ter simpatia, ou seja, capacidade para compartilhar as
alegrias ou as tristezas das pessoas que lhe procuravam e, ao mesmo tempo,
ter empatia, capacidade para se colocar na situação do outro. Só quem tem
essas qualidades pode de fato ser um intercessor. Da mesma forma devem
proceder os obreiros do Senhor no trato com os que erram por ignorância ou
por fraqueza.
DIFERENÇA FUNDAMENTAL ENTRE CRISTO E ARÃO
1. JESUS , sacerdote perfeito. A Lei previa a possibilidade de erro ou pecado
por parte dos sacerdotes (v.3; Lv 4.3). O próprio sumo sacerdote Arão tinha
a orientação de DEUS para oferecer sacrifícios não só pelo povo (Lv 16.15
ss.), mas por si próprio (Lv 16.11-14). Enquanto o sumo sacerdote do Antigo
Testamento estava sujeito a pecar, JESUS nunca pecou. Ele é perfeito.
Satisfez todas as condições para o perfeito sacerdócio. Foi ungido como Rei,
como Filho (Sl 2.6,7); e Sacerdote Eterno (Sl 110.4); foi enviado por DEUS
(Jo 5.30); veio em nome do Pai (Jo 5.43). JESUS não se glorificou a si mesmo
para fazer-se sumo sacerdote (v.6). Diante de todas essas qualificações, o
Mestre nunca ofereceu sacrifícios por si próprio. Ele deu-se a si mesmo por
nossos pecados (Gl 1.4).
2. Sacerdote eterno (v.6). O escritor aos hebreus faz referência a dois
textos bíblicos no livro de Salmos para demonstrar o caráter especial do
sacerdócio de CRISTO: um sacerdócio que não tem fim: “Tu és meu filho; hoje
te gerei” (Sl 2.7); e “Tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de
Melquisedeque” (Sl 110.4).
A MISSÃO TERRENA DE JESUS
1. “Nos dias de sua carne” (v.1). É uma referência direta à vida humana de
JESUS . O escritor já houvera acentuado esse aspecto no cap. 2.14-17. Aqui,
mais uma vez, ele demonstra que o nosso Sumo Sacerdote, mesmo provindo de
uma linhagem especial, encarnou-se, tomando a forma de homem, como vemos no
Evangelho de João (1.14): “E o verbo se fez carne...”. O Verbo refere-se a
JESUS CRISTO (cf. Ap 19.13).
Os gnósticos ensinavam que o corpo é intrinsecamente mau. Mas JESUS , o Verbo
divino, provou o contrário. Ele se fez carne, “e habitou entre nós”,
tornando-se homem completo, pleno, perfeito. E não apenas se fez carne, mas
tomou a “forma de servo” (Fp 2.7); na semelhança da “carne do pecado” (Rm
8.3), suportou a “paixão da morte” (Hb 2.9).
2. Clamor, lágrimas, orações e súplicas (v.7). A Escritura diz que JESUS
clamou a DEUS, com “lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da
morte”. No Evangelho segundo João 11.35 está escrito que JESUS chorou, mas
aquela não foi a única vez, como atesta o v.7. É por isso que JESUS entende
de lágrimas e, um dia, como DEUS, enxugará dos olhos toda a lágrima (Ap
7.17;21.4).
3. Aprendeu a obediência (v.8). Haverá prova mais autêntica da humanidade de
JESUS ? “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu”
(Hb 5.8). Ele, sendo divino, obedeceu a DEUS. A mente humana é, por vezes,
levada a indagar: “Afinal, se Ele era DEUS, porque deveria obediência a
alguém?” Esse é um mistério que só a fé pode aceitar. JESUS como ser humano
teve um desenvolvimento humano normal: “E crescia JESUS em sabedoria, e em
estatura, e em graça para com DEUS e os homens” (Lc 2.52). Como Filho de
DEUS, Ele obedeceu ao Pai.
4. “Por aquilo que padeceu” (v.8b). A prova suprema da obediência de CRISTO
foi a sua paixão e morte. O Diabo tudo fez para que JESUS não executasse o
plano da salvação. Na tentação no deserto, seu objetivo era que o Senhor
obedecesse suas sugestões (Mt 4.1-11); na crucificação, o inimigo usou
alguém para lhe sugerir que “provasse” que Ele era o Filho de DEUS, descendo
da cruz (Mt 27.40).
5. Trouxe eterna salvação (v.9). “E, sendo ele consumado, veio a ser a causa
de eterna salvação para todos os que lhe obedecem”. (grifo nosso) JESUS
declarou ao Pai: “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me
deste a fazer” (Jo 17.4). Na cruz, no momento supremo de seu sacrifício em
favor dos pecadores, Ele
exclamou: “Está consumado...” (Jo 19.30). Nesse aspecto, é oportuno lembrar
que alguns teólogos, baseados no versículo em foco e em outras referências,
pregam a doutrina da predestinação absoluta, resumida na sentença “uma vez
salvo, para sempre salvo”. Entretanto, o versículo mostra inequivocamente
que a salvação não é eterna a priori, mas sim condicional. Ela é eterna para
“todos os que lhe obedecem”. Desse modo, exclusivamente é salvo quem crê e
segue a CRISTO em obediência.
6. Chamado por DEUS (v.10). JESUS pertenceu a uma ordem sacerdotal singular,
diferente da de Arão. Nisto, vemos mais uma importante distinção entre o
sacerdócio de CRISTO e o sacerdócio arônico. JESUS , como diz o v.10, foi
“chamado por DEUS sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque” (v.10).
II. O SACERDÓCIO DE MELQUISEDEQUE
CRISTO, SACERDOTE ETERNO E PERFEITO
JESUS CRISTO no céu é o nosso eterno Sumo
Sacerdote, sempre intercedendo por nós perante a face de DEUS.
HEBREUS 7.1-3,11,12,24-27
1 Porque este Melquisedeque, que era rei de
Salém e sacerdote do DEUS Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando
ele regressava da matança dos reis, e o abençoou;2 a quem também Abraão deu
o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça e
depois também rei de Salém, que é rei de paz;3 sem pai, sem mãe, sem
genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo feito
semelhante ao Filho de DEUS, permanece sacerdote para sempre.
11 De sorte que, se a perfeição fosse pelo
sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade
havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de
Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? 12 Porque,
mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei.
24 mas este, porque permanece eternamente, tem
um sacerdócio perpétuo. 25 Portanto, pode também salvar perfeitamente os que
por ele se chegam a DEUS, vivendo sempre para interceder por eles. 26 Porque
nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos
pecadores e feito mais sublime do que os céus,
27 que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia
sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do
povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo.
Melquisedeque é descrito, em poucas palavras,
como uma figura singular na história do Antigo Testamento. Sua genealogia é
desconhecida, como também não é registrado nada depois do seu aparecimento
até Abraão. O que se sabe de Melquisedeque é que era sacerdote do DEUS
Altíssimo, rei de justiça e que recebeu os dízimos de Abraão. Se esse
sacerdote foi honrado pelo patriarca, maior honra deve ter o Senhor JESUS ,
que é infinitamente superior a Melquisedeque. O autor da epístola aos
hebreus demonstra a insuficiência da lei, que não podia salvar nem
aperfeiçoar os homens em DEUS. JESUS CRISTO por sua vez, como sacerdote
perfeito e definitivo, proveu-nos mediante a nossa fé a eterna salvação.
São poucas, mas profundas as informações da
Epístola sobre Melquisedeque, as quais fazem deste uma personagem
enigmática, de difícil compreensão quanto à sua origem, desenvolvimento e
consumação de sua obra. CRISTO JESUS , ao contrário, sendo DEUS, revelou-se
de tal forma à humanidade, que dEle se pode conhecer o que DEUS quis revelar, tornando-se nosso sacerdote eterno, perfeito e
imaculado.
QUEM ERA MELQUISEDEQUE?
A Bíblia não provê detalhes sobre a pessoa de Melquesedeque; daí haver
muitas especulações a seu respeito.
1. Era rei de Salém. “E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho...”
(Gn 14.18a; Hb 7.1); “e este era sacerdote do DEUS Altíssimo” (Gn 14.18).
Esta é a primeira referência bíblica a Melquisedeque. Ele aparece
nas páginas do Antigo Testamento, quando foi ao encontro de Abraão, após
este haver derrotado Quedorlaormer, rei de Elão, e seus aliados. Salém veio a ser Jerusalém após a ocupação da
terra prometida por DEUS a Abraão e seus descendentes (Gn 14.18; Js 18.28;
Jz 19.10). Rei de Salém que dizer “rei de paz” (v.2b).
2. Era sacerdote do DEUS Altíssimo. “...e este era sacerdote do DEUS
Altíssimo” (Gn 14.18b; Hb 7.1). As funções de rei e sacerdote conferiam-lhe
grande dignidade perante os que o conheciam. Estas duas funções são
relembradas em Hb 7.1: “Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém e
sacerdote do DEUS Altíssimo...”.
3. Era de uma ordem sacerdotal diferente. Estudiosos da Bíblia supõem que
Melquisedeque pertencia a uma dinastia de reis-sacerdotes, que tiveram
conhecimento do DEUS Altíssimo pela tradição oral inspirada, transmitida
desde o princípio, quando a religião era única e monoteísta e que conservava
a esperança do Redentor da raça humana, conforme Gn 3.15. Ele não pertencia
à linhagem sacerdotal arônica, proveniente da tribo de Levi.
4. Recebeu dízimos de Abraão (Hb 7.2). Isto nos mostra que a instituição do
dízimo remontava ao período bem anterior à Lei. Esse fato indica “quão
grande” era Melquisedeque (v.4). Ele abençoou Abraão, como detentor das
promessas (vv.5,6).
5. Era rei de justiça (v.2). Como um tipo de CRISTO, Melquisedeque tinha as
qualidades de um rei justo e fiel.
6. Sem genealogia (v.3). O texto afirma ter sido
Melquisedeque “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias
nem fim de vida...”. O que o sacro escritor quer dizer é que não ficou
registrada sua ascendência e sua descendência, bem como os dados referentes
a sua morte. Pelo contexto, entende-se que ele era um homem com características especiais diante de
DEUS.
A MUDANÇA DO SACERDÓCIO E DA LEI
1. O novo e perfeito sacerdócio (v.11b). O sacerdócio levítico era
imperfeito (v.11a). Nele, os sacrifícios, as ofertas, o culto e a liturgia,
eram apenas sombra do verdadeiro sacerdócio, que veio por CRISTO. O
sacerdócio de CRISTO, não da ordem de Arão ou de Levi, mas “segundo a ordem
de Melquisedeque”, trouxe a perfeição no
relacionamento do homem com DEUS.
O primeiro sacerdócio, com suas imperfeições, não era capaz de salvar, mas
CRISTO como Sumo Sacerdote, mediante o seu próprio sangue deu-nos acesso a
DEUS, garantindo-nos a salvação plena.
2. Mudança de lei (v.12). “Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente
se faz também mudança da lei”.
Com CRISTO, de fato, houve uma mudança não só do sacerdócio, mas também da
lei. Antes, era a lei da justiça, a lei das obras. Com CRISTO, veio a lei da
graça, a lei do amor.
3. A lei era ineficaz. “O precedente mandamento”, ou seja, a antiga lei, foi
“abrogado por causa de sua fraqueza e inutilidade” (v.18). Abrogar quer
dizer anular, cessar, perder o efeito, revogar. Foi o que aconteceu quando
CRISTO trouxe o evangelho, ab-rogando a antiga lei, a Antiga Aliança.
O SACERDÓCIO PERPÉTUO E PERFEITO DE CRISTO
1. JESUS trouxe salvação perfeita (v.25). Os sacerdotes do antigo pacto
pereceram (v.23). O sacerdócio arônico foi constituído por centenas de
sacerdotes, que se sucediam constantemente, visto que “pela morte foram
impedidos de permanecer”. Os sacerdotes arônicos apenas intercediam pelos
homens a DEUS, mas não os
salvavam. JESUS , nosso Sumo Sacerdote, não só “vive sempre para interceder”
por nós, como nos assegurou uma perfeita salvação por seu intermédio (v.25;
Rm 8.34). JESUS garante salvação plena (Jo 5.24), sem depender de um suposto
purgatório ou de uma hipotética reencarnação.
2. JESUS , sacerdote perfeito (v.26). A Palavra de DEUS indica aqui as
qualificações de CRISTO, que o diferenciam de qualquer sacerdote do antigo
pacto. “Porque nos convinha tal sumo sacerdote”:
a) SANTO. O sacerdote do Antigo Testamento teria que ser santo, separado,
consagrado. Até suas vestes eram santas (Êx 28.2,4; 29.29). Contudo, eram
homens falhos, imperfeitos, sujeitos ao pecado. JESUS , nosso Sumo Sacerdote,
era e é santo no sentido pleno da palavra.
b) Inocente. Porque nunca pecou, JESUS não tinha qualquer culpa. Ele
desafiava seus adversários a acusá-lo (Jo 8.46).
c) Imaculado. O cordeiro, na antiga Lei, tinha que ser sem mancha (Lv 9.3;
23.12; Nm 6.14). JESUS , como o “Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do
mundo” (Jo 1.29), não tinha qualquer mancha moral ou espiritual.
d) Separado dos pecadores. JESUS viveu entre os homens, comeu com eles,
inclusive na casa de pessoa de baixa reputação, como Zaqueu, mas foi
“separado dos pecadores”. Ele não se misturou, nem se deixou influenciar
pelo comportamento dos homens maus.
e) Feito mais sublime do que os céus. Tal
expressão fala da exaltação de CRISTO, como dele está predito na Bíblia:
“Pela minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda
língua confessará a DEUS” (Rm 14.11).
f) Ofereceu-se a si mesmo, uma só vez (v.27). Os sumos sacerdotes do Antigo
Testamento necessitavam de oferecer sacrifícios, muitas vezes, primeiro por
eles próprios e, depois, pelo povo. Mas JESUS , por ser imaculado, sem
pecado, não precisou fazer isso por si. Tão somente ofereceu-se num
sacrifício perfeito, uma vez, pelos pecadores.
CRISTO vive no céu, na presença do Pai. (8.1),
intercedendo por todos os seus seguidores, individualmente, de acordo com a
vontade do Pai (cf. Rm 8.33,34; 1 Tm 2.5; 1 Jo 2.1).
(1) Pelo ministério da intercessão de CRISTO,
experimentamos o amor e a presença de DEUS e achamos misericórdia e graça
para sermos ajudados em qualquer tipo de necessidade (4.15; 5.2), tentação
(Lc 22.32), fraqueza (4.15; 5.2), pecado (1 Jo 1.9; 2.1) e provação (Rm
8.31-39).
(2) A oração de CRISTO como sumo sacerdote em
favor do seu povo (Jo 17), bem como sua vontade de derramar o ESPÍRITO SANTO
sobre todos os crentes (At 2.33) nos ajudam a compreender o alcance do seu
ministério de intercessão (ver Jo 17.1).
(3) Mediante a intercessão de CRISTO, aqueles
que se chegam a DEUS (i.e., se chega continuamente a DEUS, pois o particípio
no grego está no tempo presente e salienta a ação contínua) pode receber
graça para ser salvo ‘perfeitamente’. A intercessão de CRISTO como nosso
sumo sacerdote é essencial para a nossa salvação. Sem ela, e sem sua graça e
misericórdia e ajuda que nos são outorgadas através daquela intercessão,
nos afastaríamos de DEUS, voltando a ser escravos do pecado e ao domínio de
satanás, e incorrendo em justa condenação. Nossa esperança é aproximar-nos
de DEUS por meio de CRISTO, pela fé (ver 1 Pe 1.5).” (Bíblia de Estudo
Pentecostal, CPAD, págs. 1907-1909).
III. O SACERDÓCIO PERPÉTUO DE CRISTO
CRISTO, MEDIADOR DE UMA MELHOR ALIANÇA
O Antigo Pacto cumpriu o seu objetivo e foi
substituído por outro superior, sendo CRISTO o seu mediador.
HEBREUS 8.1-4, 6-13
1 Ora, a suma do que temos dito é que temos um
sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da
Majestade,2 ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o
Senhor fundou, e não o homem.
3 Porque todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios;
pelo que era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer.4
Ora, se ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda
sacerdotes que oferecem dons segundo a lei,
6 Mas agora alcançou ele ministério tanto mais
excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em
melhores promessas.7 Porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca
se teria buscado lugar para o segundo.8 Porque, repreendendo-os, lhes diz:
Eis que virão dias, diz o Senhor, em que com a casa de Israel e com a casa
de Judá estabelecerei um novo concerto, 9 não segundo o concerto que fiz com
seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito;
como não permaneceram naquele meu concerto, eu para eles não atentei, diz o
Senhor.10 Porque este é o concerto que, depois daqueles dias, farei com a
casa de Israel, diz o Senhor: porei as minhas leis no seu entendimento e em
seu coração as escreverei; e eu lhes serei por DEUS, e eles me serão por
povo.11 E não ensinará cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão,
dizendo: Conhece o Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles
até ao maior.12 Porque serei misericordioso para com as suas iniqüidades e
de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais.13 Dizendo
novo concerto, envelheceu o primeiro. Ora, o que foi tornado velho e se
envelhece perto está de acabar.
JESUS CRISTO é o Mediador da Nova Aliança. Que
significa isso? Qual a importância desse fato? A aliança dada por Moisés
deveria ser desprezada? Se todos os rituais e cerimônias do judaísmo haviam
perdido o seu valor, o que existia para tomar o seu lugar? Qual seria a base
para alguém se comunicar com DEUS? Estas eram as interrogações daqueles
crentes hebreus. O presente estudo declara-nos a resposta: a base agora
deveria ser JESUS CRISTO. Ele é o Ministro do “verdadeiro tabernáculo”
(v.2); o Mediador de superior aliança (v.6). O tabernáculo é a morada de
DEUS. Sendo Ministro, JESUS CRISTO nos leva à própria presença de DEUS, onde
temos plena comunhão com Ele. Por ser de uma superior aliança, CRISTO nos
prepara e equipa para entrarmos e morarmos no Lugar Santíssimo. Aleluia!
Não deixe de ver
http://universobiblico.com.br/assembleia/estudosbiblicos/alianca.htm
Divida a turma em dois grupos (A e B). O grupo A
deverá ler Hebreus 8.1-5 e contrastar o ministério sacerdotal de CRISTO com
o levítico. O grupo B deverá ler Hebreus 8.7-13 e contrastar a Antiga
Aliança com a Nova. Dê a eles pelo menos 10 minutos para a execução desta
tarefa. Utilize o esquema abaixo para orientar esta atividade.
|
G R U P O A
|
|
Sacerdócio de CRISTO
|
Sacerdócio Levítico
|
|
Sacerdote perfeito
|
Sacerdote imperfeito
|
|
Sacrifício perfeito
|
Sacrifício imperfeito
|
|
Tabernáculo celestial
|
Tabernáculo terreno
|
|
Real
|
Sombra
|
|
G R U P O B
|
|
Nova Aliança
|
Antiga Aliança
|
|
Escrita nos corações
|
Escrita em pedras
|
|
Graça
|
Lei
|
|
Incondicional
|
Condicional
|
|
Sem defeito
|
Defeituoso
|
A Antiga Aliança implicava mandamentos,
estatutos e juízos, os quais não foram observados pelo povo escolhido. Era
um concerto transitório, como indica o escritor: “Porque se aquele primeiro
fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo” (v.7).
Diante disso, JESUS trouxe uma Nova Aliança, que se estabeleceu, não em atos
exteriores, rituais, mas no interior do homem, no entendimento e no coração.
Por isso, é um melhor concerto. Que o Senhor nos faça entender esse tema, e
que o valorizemos em nossa vida cristã!
A POSIÇÃO DE CRISTO NO CÉU
1. “Um sumo sacerdote tal…” (v.1a). Com esta expressão, a Palavra de DEUS
visa mais uma vez enfatizar a singularidade de CRISTO como Sumo Sacerdote,
destacando-o e diferenciando-o dos sumo sacerdotes comuns, frágeis, mortais,
da Antiga Aliança. A expressão “tal”, aqui, evidencia a incapacidade das
palavras humanas para descrever a grandeza de CRISTO. É o que ocorre também
em Jo 3.16 (de “tal” maneira).
2. “Assentado nos céus”. Esta expressão que também aparece em 1.3; 10.12 e
12.2, indica CRISTO, como Sumo Sacerdote perfeito, que realizou sua obra de
tal forma que tem o direito de assentar-se no seu trono, ao lado direito do
Pai. Já os sacerdotes do Antigo Pacto não podiam assentar-se, pois sua obra
nunca terminava. Por isso nunca são descritos como sentados.
3. “À destra do trono da majestade” (v.1b). CRISTO, à direita de DEUS, está
na posição da mais alta honra, nos
céus. Em Mc 16.19, está escrito: “Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado,
foi recebido no céu e assentou-se à direita de DEUS”. JESUS
CRISTO é o único
ser que tem essa posição de extremo destaque nos céus. Tal verdade nos é
transmitida, para que saibamos que o nosso mediador não é um ser celeste
qualquer, mas aquele que tem posição de honra, única e destacada, diante de
DEUS. As nossas orações são levadas a Ele, que por nós intercede junto ao
Pai.
O SACERDÓCIO DE CRISTO NOS CÉUS
1. “Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo”. Não obstante estar
CRISTO assentado à destra de DEUS, e tendo concluído sua obra, quando do seu
ministério terreno, Ele é aqui descrito como “ministro do santuário e do
verdadeiro tabernáculo” (v.2). Nos céus, o Mestre amado continua a executar
seu ministério ou serviço divino, como nosso mediador, intercessor, advogado
e Sumo Sacerdote perante o Pai, pois entrou no SANTO dos Santos.
2. O que cristo faz nos céus. Abrindo um pouco o véu da eternidade, a Bíblia
revela-nos algo sobre o trabalho de CRISTO nos céus. De lá, Ele controla
todas as coisas, tanto as que estão nos céus, quanto as que estão na terra,
no universo, enfim. Ele está assentado “à destra da majestade”, “sustentando
todas as coisas pela palavra do seu poder” (1.3). É muita coisa!
Em relação a nós, diz a Bíblia, que “ele está à direita de DEUS, e também
intercede por nós” (Rm 8.34b). Há milhões de crentes, orando todos os dias,
em todos os lugares, em todas as mais de 6.000 línguas conhecidas, e
JESUS
está ouvindo essas orações, e intercedendo por nós. Glória a DEUS! JESUS
contempla todos os seus servos e trabalha em favor deles. (Leia Is 64.4.)
3. Constituído por DEUS (vv.2-4). JESUS , como Sumo Sacerdote constituído por
DEUS, no céu, exerce seu trabalho no verdadeiro tabernáculo, fundado pelo
Senhor, e não pelo homem. O antigo tabernáculo, montado no deserto, deixou
de existir. Sua exuberante glória desapareceu. Salo-mão construiu o
majestoso templo, que substituiu o tabernáculo (2 Cr 7.1,11). Mais tarde,
esse templo foi destruído e substituído por outro, que também desapareceu.
Mas o tabernáculo celeste, no qual CRISTO está, é eterno e indestrutível.
UM NOVO CONCERTO ( Veja
alianca.htm ).
1. “Um ministério mais excelente” (v.6a). Mais do que um sacerdote, na
terra, JESUS foi o “cordeiro de DEUS”, oferecendo-se a si mesmo como
holocausto, entregando sua vida em nosso lugar (cf. Jo 10.15, 28). Agora
Ele exerce as funções sumo sacerdotais lá no céu: “ministério mais
excelente” (1.4), que o realizado por todos os sacerdotes e sumo sacerdotes
terrenos, da Antiga Aliança.
2. “Mediador dum melhor concerto” (v.6.b). Numa aliança, existem três
elementos envolvidos. As partes, no mínimo duas, e um mediador. No Antigo
Pacto, vemos DEUS de um lado e o povo de Israel de outro. O mediador era o
sacerdote ou o sumo sacerdote. Foi DEUS quem propôs e estabeleceu a Antiga
Aliança. Os sacerdotes fizeram seu trabalho, mas fracassaram. Foram
mediadores deficientes e falhos. O lado humano, representado por Israel,
arruinou-se apostatando. Mas DEUS, por sua infinita misericórdia, proveu-nos
um Novo e melhor Concerto, “confirmado em melhores promessas” (v.6), através
de CRISTO.
3. O novo concerto aboliu o antigo (v.7). “Porque, se aquele primeiro fora
irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo”. Em Jeremias,
lemos: “Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles
dias, diz o SENHOR: porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu
coração; e eu serei o seu DEUS, e eles serão o meu povo” (Jr 31.33). Ver Ez
36.25,26. Isto é muito significativo.
No Antigo Pacto, o culto era mais exterior: havia os sacrifícios de animais,
os rituais, a guarda dos sábados, das luas novas, etc. O Novo Concerto
trazido por CRISTO, em tudo é superior. A lei de CRISTO é colocada no
coração do homem. Em lugar de todos os sacrifícios do Antigo Pacto,
CRISTO,
entregando-se na cruz, efetuou um único e suficiente sacrifício, expiador e
redentor. Glória a DEUS!
Não devemos ter nenhuma dúvida quanto a validade da Nova Aliança, perpetrada
por CRISTO. O apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios, asseverou: “Assim
que, se alguém está em CRISTO, nova criatura é: as coisas velhas já
passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). Isso se refere a quem
aceitou a CRISTO, deixando os velhos pecados e costumes, e que deve
valorizar a cada dia a salvação em CRISTO JESUS , não voltando às
velhas práticas. É preciso ter firmeza na fé.
“O novo santuário e a nova aliança (Cap. 8).
Antes de considerar detalhadamente a obra sacerdotal de CRISTO (cap.
9;10.1-18), o autor apresenta um panorama geral, quanto à natureza, da
relação entre o novo santuário (8.1-6) e a Nova Aliança (8.7-13).
1. O novo santuário
O autor inicia o argumento dizendo: “Quanto ao assunto em discussão, este
ponto é principal (a essência do que temos dito) porque agora possuímos um
Sumo Sacerdote, e Ele já está exercendo a obra sacerdotal condigna à sua
posição no santuário celeste”. Este santuário foi divinamente estabelecido
sobre o trono da majestade nas alturas (vv.1,2).
A obra de CRISTO como Sumo Sacerdote, nas regiões celestiais, de maneira
nenhuma poderia cumprir-se na terra, pois no tempo que foi escrita a
epístola ainda havia uma ordem sacerdotal (ultrapassada, contudo ainda
funcionando) estabelecida pela lei mosaica. Uma vez que CRISTO não pertencia
à tribo de Levi (7.13,14), naturalmente não podia atuar com eles (vv.5,6).
2. A nova aliança
O sistema levítico baseava-se numa aliança que até os profetas reconheceram
imperfeita e transitória, pois falavam do propósito divino de estabelecer
uma nova. Se a primeira fosse perfeita, não haveria procura por uma segunda
aliança (v.7). Daí entendemos que havia no coração do povo santo que viveu
no Antigo Testamento um senso de satisfação. Procuravam algo superior. E
essa aliança melhor já fora prometida, como provam as Escrituras (Jr
31.31-34; Ez 36.25-29; vv. 8-12).
Características da Nova Aliança:
·Inclui todo o povo da Antiga Aliança — Israel e Judá — e mais os gentios
(v.8)
·É distinta da Antiga Aliança, instituída no tempo do Êxodo (v.9), através
da qual DEUS ordenou uma nação em tudo separada e exclusiva, para testemunho
do seu poder. A nação de Israel veio servir de tipo à “nação santa” (assim
representada pela igreja, 1 Pe 2.9), que seria levantada pela Nova Aliança.
·Possui características positivas, de ordem espiritual e subjetiva. Sua
eficiente operação transformaria o coração daqueles que cressem, de um modo
tão definitivo que os mandamentos fariam parte da personalidade deles
(v.10).
·É universalmente eficaz em favor de todos os povos, incluindo a “casa de
Israel”, de quem o Senhor seria individualmente conhecido (v.11).
·Apoia-se na graça de DEUS, suficiente para prover um perdão absoluto. O
pecado seria removido até da memória divina (v.12).” (Comentário Bíblico -
Hebreus, CPAD, págs.145-147.)
CRISTO TROUXE MAIOR GLÓRIA NA ADORAÇÃO
A DEUS
Com CRISTO, o culto a DEUS passou a ter uma
glória maior do que no antigo pacto, pois Ele substituiu os símbolos rituais
pela realidade da verdadeira adoração.
HEBREUS 9.1,2,11,12,15,22-28
1 Ora, também o primeiro tinha ordenanças de culto divino e um santuário
terrestre. 2 Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que
havia o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o
Santuário.
11 Mas, vindo CRISTO, o sumo sacerdote dos bens
futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto
é, não desta criação,12 nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu
próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna
redenção. 15 E, por isso, é Mediador de um novo testamento, para que,
intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do
primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.
22 E quase todas as coisas, segundo a lei, se
purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.23 De
sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu
assim se purificassem; mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios
melhores do que estes. 24 Porque CRISTO não entrou num santuário feito por
mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por
nós, perante a face de DEUS; 25 nem também para a si mesmo se oferecer
muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com sangue
alheio. 26 Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a
fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se
manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.27 E, como
aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,28
assim também CRISTO, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos,
aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.
Antes de falar sobre as glórias do sacerdócio de
CRISTO, o escritor apresenta em retrospecto o ministério levítico,
descrevendo o Tabernáculo com seus dois compartimentos, o Lugar SANTO e o
SANTO dos Santos. Havia algo de belo e majestoso nessa antiga administração
do culto e serviço sacerdotal, o qual, pelo contraste, enaltece a glória da
nova ordem cristã. DEUS ordenou ao povo de Israel que construísse um
santuário, e orientou-o em cada detalhe desta construção. Em razão de ser a
habitação de DEUS no deserto, o povo o venerava. Entretanto, o tabernáculo e
seus elementos eram passageiros e inferiores a CRISTO.
Nas lições referentes aos capítulos de 8 a 10 da epístola em estudo, vemos a
diferença marcante entre o
ministério sacerdotal, no antigo pacto, e o de CRISTO, como Sumo Sacerdote
no Novo Concerto. Nesta lição, que dá seqüência ao tema da anterior,
veremos, mais uma vez, que, em todos os aspectos, o Novo Concerto é melhor e
mais glorioso que o primeiro.
O CULTO DIVINO EM SANTUÁRIO TERRESTRE
1. O culto no lugar santo do tabernáculo (9.1,2). O tabernáculo, onde as
atividades do culto eram intensas, dividia-se em três partes: o Pátio, o
Lugar SANTO e o SANTO dos Santos. O v.2 refere-se à segunda parte – o lugar
santo, chamando-o “o primeiro”, pelo fato dele ser a primeira das duas
partes cobertas: o Lugar SANTO e o SANTO dos Santos. O Pátio era descoberto.
2. Os elementos do Lugar SANTO. Após o véu da entrada, viam-se três
elementos importantes na segunda parte do tabernáculo: “o candeeiro, a mesa
e os pães da proposição” (v.2). O tabernáculo revelava que DEUS queria
manifestar-se no meio de seu povo (Êx 25.8). Hoje, devemos valorizar o
ambiente do templo, na igreja local, pois é consagrado ao culto a DEUS.
a) O candeeiro, castiçal ou candelabro. Era uma peça maciça, de ouro puro,
cujas lâmpadas eram acesas diariamente (Êx 25.31; Lv 24.1-4), representando
CRISTO, a luz do mundo (Jo 8.12);
b) Os pães da proposição. Ficavam sobre a mesa, que era um móvel de madeira
de cetim, revestida de ouro. Os pães da proposição eram um tipo de CRISTO,
o pão da vida (Jo 6.35).
c) O altar do incenso. O escritor não fala do altar do incenso, mas este
também estava no Lugar SANTO (ver Êx 30.1-3) representando CRISTO, nosso
intercessor (Jo 17 1-26; Hb 7.25). Ele ocupava uma posição central no
santuário, indicando que a vida de oração é fundamental no culto a DEUS. A
negligência à oração revela imaturidade espiritual.
3. O lugar SANTO dos Santos (vv. 3-7). No seu interior, estava a arca do
concerto, com a sua cobertura ou propiciatório, com querubins entalhados nas
extremidades (Êx 25.10). A arca representava a presença de DEUS ou CRISTO,
nosso Emanuel, que é DEUS conosco (Mt 1.23). Na arca, estavam o maná, em
memória da provisão de DEUS, ou CRISTO, o “pão que desceu do céu” (Jo 6.58);
a vara de Arão, lembrando a fidelidade de DEUS; e as tábuas do concerto,
para que o povo não se esquecesse da importância da lei. Mas havia um véu,
separando o Lugar SANTO do Lugar Santíssimo (vv.3,7,8). Aquele véu indicava
“que ainda o caminho do Santuário não estava descoberto, enquanto se
conservava em pé o primeiro tabernáculo” (v.8). Quando oramos, não devemos
ficar “no Pátio” (oração monótona). Precisamos passar ao “Lugar SANTO”
(oração objetiva) e chegar ao “SANTO dos Santos” (oração no ESPÍRITO).
UM MAIOR E MAIS PERFEITO TABERNÁCULO
1. CRISTO, Sumo Sacerdote dos bens futuros (v.11). Esses “bens futuros”
ainda não estão plenamente ao nosso alcance. A salvação é presente, mas
depende de nossa perseverança até o fim (Mt 10.22; 24.13; cf. Rm 13.11). O
reino absoluto de CRISTO e a feliz eternidade com DEUS nos aguardam. Os céus
nos esperam. A Nova Jerusalém está preparada para os santos do Senhor.
2. Um perfeito tabernáculo (v.11). O tabernáculo celestial, “não feito por
mãos”. Os utensílios do antigo
tabernáculo desapareceram. Onde estará a arca? O altar do incenso? Não se
sabe. Porém CRISTO, ao morrer, fez com que o véu do templo (em Jerusalém) se
rasgasse de alto a baixo, demonstrando que o caminho para o verdadeiro
santuário, que é a presença de DEUS, estava definitivamente aberto para o
homem que nEle crê.
3. Mediador de um Novo Testamento.
a) O Velho Testamento foi superado. O Velho Testamento era a sombra das
coisas celestes, providas por DEUS para a redenção do homem. A lei, que
orientava o culto no antigo santuário, não justificou ninguém (Gl 3.11).
Pelo contrário, os que estavam debaixo das obras da lei estavam sob
maldição, por não poderem cumprir todas as suas cláusulas (Gl 3.10).
b) O Novo Testamento é superior. CRISTO tornou-se “Mediador de um Novo
Testamento” (v.15), que contém as cláusulas marcantes e definitivas do novo
relacionamento de DEUS com o homem, e deste com DEUS. Ele “entrou uma vez no
santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” (v.12).
c) A morte do testador. O testamento só tem validade com a morte do testador
(v.16). Uma vez que CRISTO morreu, o Novo Testamento passou a ter validade,
garantindo-nos uma “herança eterna” (v.15). No antigo tabernáculo, a
expiação dos pecados era temporária e parcial. No novo, com a garantia do
Novo Testamento, a redenção é perfeita, definitiva e perene.
d) Sacerdote imaculado (v.14). Os sacerdotes eram imperfeitos. CRISTO, nosso
Sumo Sacerdote, com seu
sangue, “pelo ESPÍRITO eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a DEUS”,
purificando as consciências “das obras mortas” para que sirvamos ao DEUS
vivo (v.14). O Velho Testamento era validado pelo sangue de animais (v.19).
O Novo legitimou-se pelo sangue de CRISTO, derramado em nosso lugar.
O SACRIFÍCIO PERFEITO DE CRISTO
1. “Sem derramamento de sangue não há remissão” (v.22). A Bíblia ressalta
que, no antigo tabernáculo, “quase todas as coisas, segundo a lei, se
purificam com sangue”, enfatizando que “sem derramamento de sangue não há
remissão” (cf. Lv 17.11). Aqui, vemos a importância do sangue para a
expiação do pecado, no Velho Testamento. Isso quer dizer que, quando um
animal era oferecido em sacrifício pelo pecado, DEUS aceitava a oferta por
atribuir a ela o valor provisório do resgate do pecador Ofertante. O sangue
era símbolo da outorga da vida, que era dada em expiação. Tal sacrifício
apontava para o sangue de CRISTO, que seria derramado em nosso lugar.
2. “Sacrifícios melhores” (v.23). O escritor diz que “era bem necessário que
as figuras das coisas que estão no céu assim se purificassem”, ou seja,
deviam purificar-se com sangue. Cada animal morto, substituto do pecador,
apontava para o “Cordeiro de DEUS, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Os
sacrifícios antigos eram repetitivos. O de CRISTO foi efetuado uma única
vez, por ser superior e perfeito.
3. A entrada de CRISTO no céu (v.24). CRISTO entrou “uma vez no santuário,
havendo efetuado uma eterna redenção” (v.12). O sacerdote entrava todos os
dias no santuário, isto é, no Lugar SANTO, mas só conseguia a remissão
parcial e temporal do pecado. O sumo sacerdote entrava somente uma vez por
ano no SANTO dos Santos e oferecia sacrifícios pelo povo e por si próprio,
pois também era pecador (cf. v.7). No entanto, CRISTO entrou “no mesmo céu,
para agora comparecer, por nós, perante a face de DEUS”. Ele é nosso
intercessor perfeito (Rm 8.34), juntamente com o outro maravilhoso
intercessor, que é o ESPÍRITO SANTO (Rm 8.27).
4. CRISTO aparecerá pela segunda vez (vv.27,28). Aqui a Bíblia diz que
CRISTO “uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si
mesmo”, oferecendo-se para “tirar os pecados de muitos”, e que Ele voltará,
pela segunda vez, “aos que o esperam para a salvação”.
O Novo Concerto trazido por CRISTO realizou-se através de um sacrifício
perfeito e único, que não precisa repetir-se, em substituição aos
sacrifícios imperfeitos do antigo concerto. Assim, sejamos gratos a DEUS
pela morte de CRISTO na cruz do Calvário, o qual por nós efetuou uma eterna
redenção.
“A expiação da Nova Aliança (9.11-22). O tema de
reforma introduz um santuário melhor, um sacrifício eficiente e uma salvação
mais completa. O serviço do sumo sacerdote judaico no Dia da Expiação
representava o clímax do sistema levítico. Nesse dia, todo ano, ele entrava
na presença divina, num tabernáculo terreno, levando o sangue expiatório de
animais. Sob a Nova Aliança, CRISTO, “o sumo sacerdote dos bens futuros”,
entrou uma vez para sempre no próprio tabernáculo, levando o seu próprio
sangue como expiação.
O sangue de touros e de cabras efetuava apenas purificação ritualística e
simbólica, de alcance limitado, mas o sangue de CRISTO, oferecido como
sacrifício espiritual e vivo, executa a purificação interior, que traz
comunhão com o DEUS vivo (vv. 13,14).
O bispo Westcott observa o seguintes itens pelos quais o sangue de CRISTO é
superior, partindo da análise de seu sacrifício, que foi:
a) voluntário, ao contrário dos sacrifícios exigidos pela Lei;
b) racional, e não como o dos animais (irracionais);
c) espontâneo, e não em obediência a ordens superiores;
d) moral, como oferta de si próprio por ação do supremo poder nEle residente
(o ESPÍRITO Eterno), pelo qual
mantinha comunhão com DEUS. Não seguiu meramente um rito, um esquema
predeterminado. Não! Ele detinha
os mais puros motivos.” (Comentário Bíblico — Hebreus, CPAD, págs. 148,149)
RESUMO DA REVISTA DA CPAD - 1º TRIMESTRE DE
2008
Sacerdote:
Ministro autorizado por DEUS para o
exercício
das coisas sagradas e mediador entre o homem e
DEUS.
I. A TRANSITORIEDADE DA ORDEM DE ARÃO
1. O sacerdote nas Escrituras.
2. O sacerdócio de Arão (v.11).
3. Sacrifícios transitórios.
II. O SACERDÓCIO DE MELQUISEDEQUE
1. Significado bíblico (Hb
7.1-3).
2. A misteriosa origem de Melquisedeque.
3. Abraão e Melquisedeque.
4. Implicações teológicas.
III. O SACERDÓCIO PERPÉTUO DE CRISTO
1. O sacerdócio perpétuo (v.24).
2. O sacrifício perfeito (v.27).
CONCLUSÃO
JESUS é o nosso único sumo sacerdote e
mediador diante de DEUS.
SINOPSE DO TÓPICO (1) O sacerdócio arônico e levítico eram
transitórios, assim como os sacrifícios e oblações no AT.
SINOPSE DO TÓPICO (2) O rei e sacerdote Melquisedeque, além de
ser superior a Abraão e Arão, era tipo do sacerdócio de CRISTO.
SINOPSE DO TÓPICO (3) O sacerdócio e o sacrifício de
CRISTO
são eternos e imutáveis. Ele era o sacerdote e o sacrifício
perfeitos.
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QUESTIONÁRIO DA
LIÇÃO 7 - O SACERDÓCIO ETERNO DE CRISTO
Responda conforme a revista da CPAD do 1º Trimestre de 2008 - CPAD
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Jurou o SENHOR e não se __________________________: Tu és um
_______________________
eterno, segundo a _________________ de Melquisedeque" (Sl 110.4).
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
CRISTO é _______________ sacerdote eterno. Seu sacerdócio e sacrifício são
____________________,
por isso, pode salvar perfeitamente os que por Ele se _____________________ a
DEUS.
I. A TRANSITORIEDADE DA ORDEM DE ARÃO
3- O que era o sacerdote no Antigo Testamento? Coloque
"X" na alternativa correta:
( ) Era o "ministro das coisas
eternas"
( ) Era o "ministro das coisas
sagradas"
( ) Era o "ministro das coisas
celestes"
4- O que é pontifex (apelido dado ao sacerdote do Novo
testamento)? Coloque "X" na alternativa correta:
( ) "aquele que estabelece uma fonte".
( ) "aquele que estabelece uma ponte".
( ) "aquele que estabelece um monte".
5- O sacerdócio da ordem de Arão foi estabelecido por
DEUS
para que? Coloque "V" na alternativa verdadeira e "F" na Falsa:
( ) Para representar eternamente o
perdão dos pecados.
( ) Para oferecer sacrifícios pelos pecados do povo.
( ) Para representar o Eterno
entre os israelitas.
6- Como era o sacerdócio exercido por Arão? Coloque
"V" na alternativa verdadeira e "F" na Falsa:
( ) Era exercido por Arão e seus filhos.
( ) De uma forma geral, pela tribo de
Levi.
( ) Perfeito e eterno.
( ) Todos eram falhos nesse sacerdócio.
( ) Todos eram mortais nesse
sacerdócio.
( ) Com sacrifício único e perfeito.
( ) Cerca de oitenta sumos
sacerdotes exerceram o ministério entre os hebreus.
( ) Todos, ao morrerem, eram
substituídos.
7- Quem exerceu um sacerdócio imutável e eterno e segundo a ordem de
qual sacerdócio? Coloque "X" na alternativa correta:
( ) JESUS segundo a ordem de
Melquisedeque.
8- Como é a ordem sacerdotal do Messias? Coloque "V"
na alternativa verdadeira e "F" na Falsa:
( ) É transitória.
( ) É única.
( ) É
singular.
( ) É perecível.
( ) É eterna.
9- Por que, de acordo com Levítico capítulo 4, quando um israelita violava a lei,
interrompendo sua comunhão com DEUS, tinha de oferecer um sacrifício?
Coloque "X" na alternativa correta:
( ) Para expiar sua culpa e reconciliar-se com o Altíssimo.
( ) Para expirar sua culpa e esperar a
misericórdia do Altíssimo.
( ) Para perdoar seu pecado e
conceder-lhe o perdão, para sempre, a salvação eterna.
10- Por que o sacerdócio de Arão foi demovido? Coloque
"X" na alternativa correta:
( ) Porque os sacrifícios de touros e bodes eram
capazes sem necessidade de tornar a eles..
( ) Porque os sacrifícios de touros e bodes
foram
ineficazes para os pecadores, tendo valor apenas para aperfeiçoar o
sacerdote.
( ) Porque os sacrifícios de touros e bodes eram
incapazes de aperfeiçoar o sacerdote e o adorador.
11- Qual sacrifício é poderoso para purificar nossa
consciência das obras mortas, para servirmos ao DEUS vivo?
( ) Somente o sacrifício único e
perfeito de CRISTO.
( ) Todo sacrifício realizado pelos
sacerdotes de CRISTO.
( ) Somente o sacrifício realizado com
sofrimento e dor pelo pecador.
II. O SACERDÓCIO DE MELQUISEDEQUE
12- Melquisedeque é um dos mais fortes tipos de CRISTO no Antigo Testamento,
onde encontramos relato de sua vida na bíblia? Coloque "V" na alternativa
verdadeira e "F" na Falsa:
( ) Gn 3.12.
( ) Gênesis Gn 14.18-20.
( ) Pv 36.2
( ) Salmo 110.4.
( ) Hebreus 5.6-10 e 6.20 - 7.28.
13- Como Melquisedeque é apresentado na Bíblia?
Coloque "X" na alternativa correta:
( ) Como rei de Salém,
que significa "guerra espiritual", antiga designação de Jerusalém.
( ) Como rei de Salém,
que significa "paz", antiga designação de Jerusalém.
( ) Como rei de Salém,
que significa "paz", antiga designação de Belém.
14- Qual é a tradução dos nomes hebraicos "melek" e "tsedeq",
respectivamente, dados a Melquisedeque? Coloque "X" na alternativa correta:
( ) "Príncipe", e , "justiça,
retidão".
( ) "Rei", e , "justiça,
retidão".
( ) "Sacerdote", e , "justiça,
retidão".
15- Complete:
Melquisedeque era "sem ___________, sem
_______________, sem ____________________, não
tendo princípio de dias e nem fim de vida" (Hb 7.3).
16- Complete:
Abraão
encontrou-se com Melquideseque, ____________________ do DEUS Altíssimo e
_________________de Salém (Gn
14.18). Ato contínuo, o patriarca entregou-lhe os ___________________, sendo por
Melquisedeque abençoado (Gn 14.19, 20; Hb 7.6). O modo
como este se apresenta na História Sagrada revela que ele era conhecido e
não precisava ser apresentado.
17- Por que os judeus cristãos ficaram surpresos ao serem informados, através
da carta aos Hebreus, que Melquisedeque era superior ao patriarca Abraão?
Coloque "V" na alternativa verdadeira e "F" na Falsa:
( ) Porque Abraão deu os dízimos a
Melquisedeque e quem recebe dízimos é maior do que aquele que dá.
( ) Porque já sabiam disso, porém não
em relação a CRISTO.
( ) Porque Melquisedeque abençoou
Abraão e o que é o menor é abençoado pelo maior.
III. O SACERDÓCIO PERPÉTUO DE CRISTO
18- O que o vocábulo "perpétuo" significa?
Coloque "V" na alternativa verdadeira e "F" na Falsa:
( ) "imutável".
( ) "transitório".
( ) "imperecível".
( ) "inalterável".
( ) "Insustentável".
( ) "intransferível".
19- Por que JESUS não poderia exercer o sacerdócio
terreno? Coloque "X" na alternativa correta:
( ) Porque JESUS não era descendente de
Davi.
( ) Porque JESUS não era descendente de
Abraão.
( ) Porque JESUS não era descendente de
Arão ou Levi.
20- Por que o sacerdócio de JESUS é superior ao de
Arão e Levi? Coloque "V" na alternativa verdadeira e "F" na Falsa:
( ) Porque é segundo a "Ordem de
Melquisedeque".
( ) Porque seu sacerdócio era milenar e
só seria visto no milênio.
( ) Porque seu sacerdócio é eterno.
21- Complete:
Os descendentes de Arão ofereciam sacrifícios diários por
_____________e pelos pecados
do _______________ (Hb 7.37). Porém, o Senhor JESUS ofereceu a si mesmo a
DEUS
como perfeito e perpétuo sacrifício (Hb 7.26,27). Ele era ao
mesmo tempo o sumo sacerdote e o sacrifício "santo, inocente, imaculado,
separado dos pecadores e feito mais _______________________do que os céus" (v. 26;
Hb 9.11-15; 1 Jo 2.1,2). Seu sacerdócio e sacrifício
são ________________________; por isso, "pode também salvar perfeitamente os que por ele se
chegam a DEUS, vivendo sempre para __________________________________ por eles" (v.25).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Doutrinário
O Sacerdócio de CRISTO
Tratando-se de sacerdócio, a relação doutrinária entre a
organização do AT e o cristianismo do NT está mais claramente retratada na
Epístola aos Hebreus, e foi dito que o sacerdócio de Arão nunca se mostrou
efetivo para a remoção dos pecados. Por causa da necessidade de repetição
desses sacerdócios e dos sacrifícios, o sacerdócio do AT mostra-se incapaz
de aperfeiçoar o adorador (Hb 7.23; 10.1-4). Mesmo o
sacerdócio de Arão nunca representou o perfeito exemplo de CRISTO em seus
elevados atos sacerdotais de redenção e em sua atuação. Melquisedeque, por
causa de sua real posição, e da falta de registros sobre o início e final de
sua vida, função e serviço, tornou-se o melhor exemplo de CRISTO como
provedor de um ministério salvador, permanentemente ativo e efetivo (Hb
4.14-5.10; 7.1-28).
Entretanto, dentro de um panorama geral, e de acordo com
algumas formas específicas, o sacerdócio de Arão é típico da obra salvadora
de CRISTO como o cumprimento do sacerdócio arônico cumprido em CRISTO, e de
acordo com a Epístola aos Hebreus, podemos destacar: (1) a idéia do próprio
sumo sacerdote (Hb 4.14); (2) o sacerdote como um homem escolhido por
DEUS (5.4)..."
(PFEIFFER, C.F (et al.) Dicionário bíblico Wycliffe.
Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.1718-19.)
APLICAÇÃO PESSOAL
JESUS é o nosso misericordioso e fiel sumo sacerdote (Hb
2.17). Com exceção do pecado, Ele participou integralmente de nossa
natureza e fragilidades humanas: fome, sede, cansaço (Mt 21.18; Mc
4.38; Jo 4.6; 19.28). Ele sofreu, chorou e angustiou-se (Mt
26.37; Lc 19.41; Hb 13.12). Era "homem de dores,
experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto,
era desprezado" (Is 53.3). Ele em tudo foi tentado (Mt 4.1-10;
Hb 2.18; 4.15). Qual a razão de tanto sofrimento? Hebreus
4.15 responde: "Porque não temos um sumo sacerdote que não possa
compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi
tentado, mas sem pecado" (cf. Hb 2.18). Eis o motivo pelo qual
o Filho do Altíssimo aceitou tal fardo: socorrer o crente na tentação e nas
vicissitudes. Clame ao Senhor! Ele conhece o teu padecer!
AJUDA:
CPAD - www.cpad.com.br
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CD CPAD - LIÇÕES - 3º trimestre 2001 -
www.cpad.com.br
Comentários Pr. Elinaldo Renovato de Lima, Natal - RN
BENTHO, E. C. Hermenêutica fácil e descomplicada.
4.ed.,RJ: CPAD, 2006.
PFEIFFER, C.F (et al.) Dicionário bíblico Wycliffe.
RJ: CPAD, 2006.
SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 33, p.39.
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